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ANTONIO CARLOS JOBIM

217b-CORCOVADO - La m

Antonio Carlos Jobim

 

Um cantinho, um violão
Esse amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama

Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado
O Redentor, que lindo!

Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama

E eu que era triste
Descrente desse mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade, meu amor.

 

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218b-SAMBA DE UMA NOTA SO - La M
Antonio Carlos Jobim

Eis aqui este sambinha
feito numa nota só
Outras notas vão entrar,
mas a base é uma só
Esta outra é consequência 
do que acabo de dizer,
Como eu sou a consequência
inevitável de você .

Quanta gente existe por aí
que fala tanto e não diz nada
ou quase nada
Já me utilizei de toda escala
no final não sobrou nada
não deu em nada

E voltei pra minha nota,
como eu volto pra você
Vou contar com a minha nota,
como eu gosto de você
E quem quer todas as notas,
ré-mi-fá-sol-lá-si-dó
Fica sempre sem nenhuma,
fique numa nota só

 

Eis aqui, este sambinha,
feito numa nota só
Outras notas vão entrar,
mas a base é uma só
Esta outra é consequência, 
do que acabo de dizer
Como eu sou a consequência
inevitável de você

Quanta gente existe por aí
que fala tanto e não diz nada,
ou quase nada
Já me utilizei de toda escala
no final não sobrou nada,
não deu em nada

E voltei pra minha nota,
como eu volto pra você
Vou contar com a minha nota,
como eu gosto de você
E quem quer todas as notas,
ré-mi-fá-sol-lá-si-dó
Fica sempre sem nenhuma,
fique numa nota só.

219c-SÓ DANÇO SAMBA - Si m

Antonio Carlos Jobim

 

Só danço samba
Só danço samba, vai, vai, vai, vai, vai
Só danço samba
Só danço samba, vai


Só danço samba
Só danço samba, vai, vai, vai, vai, vai
Só danço samba
Só danço samba, vai


Já dancei o twist até demais
Mas não sei
Me cansei
Do calipso ao chá chá chá


Só danço samba
Só danço samba, vai, vai, vai, vai, vai
Só danço samba
Só danço samba, vai


Só danço samba
Só danço samba, vai
Só danço samba
Só danço samba, vai

 

226b-QUERIDA - C1 Re M

Antonio Carlos Jobim

 

Longa é a tarde, longa é a vida

De tristes flores, longa ferida

Longa é a dor do pecador, querida

 

Breve é o dia, breve é a vida

De breves flores na despedida

Longa é a dor do pecador, querida

Breve é a dor do trovador, querida

 

Longa é a praia, longa restinga

Da Marambaia à Joatinga

Grande é a fé do pescador, querida

E a longa espera do caçador, perdida

 

O dia passa e eu nessa lida

Longa é a arte, tão breve a vida

Louco é o desejo do amador, querida, querida

Longo é o beijo do amador, bandida

Belo é o jovem mergulhador, na ida

Vasto é o mar, espelho do céu, querida, querida

Querida

 

Você tão linda nesse vestido

Você provoca minha libido

Chega mais perto meu amor bandido

Bandida, fingido, fingida, querido, querida

227a-ANOS DOURADOS - C1 La m

Antonio Carlos Jobim

 

Parece que dizes,

Te amo, Maria

Na fotografia

Estamos felices

 

Te ligo afobada

E deixo confissões no gravador

Vai ser engraçado

Se tens um novo amor.

 

Me vejo a teu lado

Te amo?

Não lembro

Parece dezembro

De um ano dourado

 

Parece bolero

Te quero, te quero

Dizer que não quero

Teus beijos nunca mais

Teus beijos nunca mais

 

Solo piano

 

Não sei se eu ainda

Te esqueço de fato

No nosso retrato

Pareço tão linda

 

Te ligo ofegante

E digo confusões no gravador

É desconcertante

Rever o grande amor

 

Meus olhos molhados

Insanos dezembros

Mas quando eu me lembro

São anos dourados

 

Ainda te quero

Bolero, nossos versos são banais

Mas como eu espero

Teus beijos nunca mais

Teus beijos nunca mais.

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